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POR UMA EVOLUCAO DO TEATRO CORPORATIVO

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POR UMA EVOLUCAO DO TEATRO CORPORATIVO

Grande parte das corporacoes nos ultimos anos descobriu e agregou ao seu Recursos Humanos e Marketing uma das mais eficazes ferramentas de penetracao e apreensao de conceitos e informacao: o TEATRO.

O uso da dramatizacao na verdade nao e um recurso recente para o aumento da motivacao e da produtividade humana. A representacao teatral foi (e e) ferramenta de aceleracao evolucional do Homem, se nao desde sempre, ao menos desde o inicio de sua era moderna.

Na Grecia arcaica, rituais dramaticos mobilizavam povos inteiros para a agricultura e atraves de sua poetica firmava posicoes diante de valores da epoca.

O Clero medieval para evangelizar levava as portas das igrejas autos religiosos de extremo apelo didatico.

Na Italia do seculo XVI comerciantes de feiras-livres utilizavam da representacao humoristica, musical e acrobatica para atrair os transeuntes e aumentar as suas vendas.

No Brasil padre Jose de Anchieta ensinava o cristianismo aos indios atraves das representacoes dos autos jesuitas.

Na Renascenca (o Homem como medida de todas as coisas) as grandes casas senhoriais e a Realeza contratavam seus proprios atores em substituicao aos antigos menestreis para que nas datas especiais encenassem pecas que transmitissem mensagens especialmente escritas para a ocasiao.

Enfim, a representacao teatral vem durante seculos mostrando-se parceira nas transformacoes da humanidade e neste seculo XXI vem redescobrindo uma de suas funcoes atuando na sociedade de mercado corporativo, atrelando a este maior carater humano e ludico.

Nos ultimos 15 anos, estabeleceu-se uma linguagem propria deste tipo de teatro. Uma forma didatica onde o conceito e transmitido tendo como suporte uma historia, uma roupagem, na maioria das vezes comica, que o envolve nao necessariamente agregando-o a acao propriamente dita do drama.

Sem sombra de duvida, uma etapa importante no processo evolutivo do Teatro Corporativo que o colocou definitivamente como ferramenta de treinamento, os profissionais hoje em dia nao tem duvidas na forca de comunicacao deste tipo de acao.

Mas tal linguagem chega na primeira decada deste seculo em busca de um salto qualitativo, uma transformacao do didatismo racional, o moralismo que define o que e o bem e o mal, para um didatismo intuitivo. Alias a intuicao e o grande tema de estudo do momento, a porta de percepcao para tomadas de decisao dentro das proprias corporacoes.

E o que caracteriza este didatismo intuitivo?

  • A quebra do maniqueismo;
  • Conclusoes a partir da experiencia pessoal;
  • Informacoes transformadas em acoes;
  • Conceitos comunicados atraves de comportamentos;
  • O uso do subtexto como canal de informacao;
  • A comunicacao explorada atraves dos sentidos (visao, audicao e porque nao tato, paladar e olfato) de forma nao racional.

Em resumo, um teatro que nao entregue de bandeja os conceitos mas que leve o espectador a refletir e tirar suas proprias conclusoes, ou seja, descobrir a verdade dentro dele mesmo.

Nesse sentido, o espetaculo ENTRE NOS A INSUSPEITADA ALEGRIA DE CON-VIVER recem lancado pela Boog & Associados em parceria com o Grupo Labirintho, que se mescla, integra-se a palestra RELACIONAMENTOS de Gustavo e Magdalena Boog e a mais nova realizacao na busca deste salto, o inicio de um caminho longo, de muito trabalho, mas absolutamente prazeroso que tem como preceito basico o conceito de que o outro, o desconhecido, nao e errado, e apenas diferente.

E viva o Teatro! E viva a celebracao da vida!



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