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A AVENTURA DE ESCOLHER O PROPIO DESTINO

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A AVENTURA DE ESCOLHER O PROPRIO DESTINO

Estamos vivendo uma das maiores mudancas filosoficas que a sociedade ja experimentou nos ultimos tempos. Pode parecer uma constatacao por demais obvia. E e mesmo. Mas nao consigo me calar ao ver, feliz, pessoas com coragem de tomar decisoes que contrariam o status quo mas fortalecem a pratica dos seus valores, e, por consequencia , sua razao de viver. Falo de projeto de vida, de coerencia entre valores e atitudes, da percepcao de que ao menos esta vida e unica.

Desde a Revolucao Industrial, talvez ate desde bem antes, ja que existem algumas citacoes biblicas assim interpretadas, o ser humano passou a cultivar o trabalho e suas obrigacoes decorrentes como principal foco de sua vida. Dai ate o culto aos workaholics da decada de 80 foi um pulo. E num planeta eminentemente capitalista, fica dificil dissociar trabalho de dinheiro. Assim, forma-se o circulo vicioso de mais trabalho para mais dinheiro que exige mais trabalho e por ai se caminha. A sociedade de consumo, feliz, aprova e apoia este sistema, sem se dar conta que ele, entre outros males, gera um enorme contingente de excluidos, tanto do trabalho como do dinheiro. Alem dos excluidos de si mesmo.

Hoje, apesar das maquinas terem absorvido boa parte do trabalho humano de seculos e decadas passadas, tem-se a nitida sensacao de que ha menos tempo disponivel. Ha quantas semanas voce nao tem tempo para si e seus amigos ? Qual a ultima vez que se permitiu jogar conversa fora ? Bem diz Oswaldo Montenegro na sua A Lista: faca uma lista dos grandes amigos que voce mais via ha 10 anos atras. Quantos voce ainda ve todo dia, quantos voce ja nao encontra mais ? Ou Domenico De Masi, em A Economia do Ocio, editora Sextante: As maquinas absorveram de forma crescente o trabalho humano, mas nao liberaram o homem do trabalho. Nao lhe restituiram o tempo. Quanto mais o homem delega a maquinaria o esforco fisico, mais se ve tentando preencher o tempo que lhe sobra multiplicando suas preocupacoes intelectuais. E como estas preocupacoes sao todas reguladas por normas, acordos, contratos, controles e prazos, enquadram-se muito mais na natureza do trabalho que na do tempo livre.

Esquecemos que igual a hoje, so mesmo hoje. E que nossos filhos nao voltarao a ser criancas, que nunca mais poderemos busca-los no colegio ou nas festinhas e que, daqui a pouco, eles e que vao querer nos ensinar as artimanhas da vida sexual.

Em trabalhos de aconselhamento que realizo com profissionais quase sempre bem sucedidos na carreira e financeiramente, consigo notar um elo comum: a falta da expectativa da felicidade. Um duro golpe para quem tem muito. Sao pessoas que, em certo momento de suas vidas, passam a questionar o porque de tudo. E muitas vezes chegam a conclusao de que suas atitudes ao longo da vida foram dissociadas de seus valores mais pessoais. Construiram um imperio mas esqueceram-se de construir a si proprio, a familia, o amor, as paixoes pessoais. E ficam tristes com isso. E procuram mudar enquanto e tempo. E sempre ha o tempo de comecar. Comecar de novo e contar comigo, vai valer a pena ter amanhecido como nos ensina o Ivan Lins. Muitos sao levados a forcosa reflexao apos receber pancadas da vida: uma separacao, filhos sem afetividade, um enfarte e outras mazelas. Mas vejo, exultante, que hoje cresceu a preocupacao da sociedade como um todo com a qualidade de vida e, principalmente, a coerencia entre os valores e as atitudes. Varias sao as reportagens sobre o tema, os cases que ouvimos dos amigos e a procura por ajuda. Treinamentos alternativos tambem estao acontecendo aos montes. Num deles, nos Estados Unidos, executivos sao colocados em frente a bandidos de todo tipo. O objetivo e fazer com que os executivos oucam atentamente o que os bandidos tem a dizer. Invariavelmente eles falam de seus valores: liberdade, familia, sentido de vida , amores vividos. Enfim, das coisas de que foram privados. A conclusao a que os executivos chegam e que tambem estao presos. Sao escravos do tempo, dos compromissos, das viagens de negocios, das necessidades financeiras. E saem dali bem diferentes.

Pare um pouco para pensar. Faca uma lista das coisas que voce nao precisa e veja quanto esta pagando por elas. Faca sua cotacao em moeda emocional que, afinal, e a que mais vale. Descubra onde estao os maiores desperdicios de tempo. E mesmo preciso trabalhar tanto ? Sera necessario ganhar mais dinheiro do que realmente necessitamos? Por que postergar o hoje e viver so no amanha ?

Tente descobrir o quanto voce se escravizou ao estereotipo do corpo malhado, da roupa de griffe ou dos valores da moda ? Sera que voce nao anda meio afastado de si proprio ? Onde esta sua felicidade: no porta malas do carro do ano ou naquelas coisas que voce gostaria de ser e nao e, de fazer e nao faz ?

Abasteca-se de amor e pegue a estrada da mudanca. Nao tenha medo da estacao de chegada. La certamente tem alguem muito especial a sua espera: voce !

(*) Jorge Mauricio de Castro, Professor de pos-graduacao e Diretor JMC Treinamento e Consultoria. E-mail: jorgemc@terra.com.br



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