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ENTREVISTA

Entrevista dada por Gustavo G. Boog para o site da Editora Best Seller, sobre o livro “O Desafio da Competência”

1) Em seu livro, permanece sempre a análise de que vivemos uma época em que se definem os destinos de corporações, empresas e países. De onde vêm essas mudanças e qual o reflexo delas nas empresas?

Creio que a origem primordial destas mudanças é a globalização, que se manifesta por exemplo na competição global e na maior exigência de qualidade nos produtos e serviços. Em termos humanos cresce a consciência de que somos todos parte de sistemas interligados e que somos todos viajantes no “Planeta Terra”. Este não é um processo fácil, pois implica deixar de lado o que é melhor para mim e me submeter àquilo que chamamos de “bem comum”. Creio que esta é a tendência da humanidade, que já sentida também nas corporações, comunidades e países. Um exemplo concreto são as conseqüências devastadoras sentidas em quase todas as partes do mundo da falta de atenção do homem para com o meio ambiente. Nisto não existem povos, fronteiras ou culturas.

2) Uma dessas mudanças parece que será a maior convergência entre os interesses dos empresários e dos funcionários. Isto realmente é uma tendência, e o empresário e o funcionário que não a seguirem estarão fora do mercado, ou a clássica idéia do conflito entre essas duas classes será mantido sob outra aparência?

Na medida em que cresce a consciência de nossa Unidade e de nossa Diversidade, a tendência é de se buscar soluções “ganha – ganha”, ou seja, a maior convergência de interesses. Isto implica em atitudes menos predatórias e menos imediatistas. Ainda há muitas “recaídas” de parte a parte, mas o conflito tende a diminuir.

3) Como, na sua opinião, um profissional que está entrando no mercado deve se preparar?

O profissional deve ser competente tecnicamente, e ao lado desta competência deve desenvolver competências de relacionamento, como saber trabalhar em equipe, estar disposto a aprender sempre (postura de eterno aprendiz), ter flexibilidade, além do domínio de idiomas e da Tecnologia da Informação (TI).

4) Quais as questões que o empresário deve sempre ter em mente para saber se está acertando ao adaptar sua empresa à atualidade?

A organização é um sistema estruturado para atender a múltiplas necessidades. Para saber se está acertando, o empresário deve estar conectado ao que esperam os clientes, o que cobram os acionistas, o que pensa o pessoal da empresa, o que praticam os concorrentes, qual a opinião dos parceiros. Ou seja, deve estar conectado a tudo e a todos, o tempo inteiro. O acerto vem de saber equilibrar estas demandas, que são conflitantes por sua natureza. Como imagem, o empresário é um malabarista.

5) A função fundamental para a adaptação da empresa aos paradigmas modernos é a gerência? Qual o perfil ideal de um gerente?

Esta resposta é muito parecida com o item 3 acima. O gerente deve ser competente tecnicamente, e além das competências de saber trabalhar em equipe, estar disposto a aprender sempre (postura de eterno aprendiz), ter flexibilidade, além do domínio de idiomas e da Tecnologia da Informação (TI), deve desenvolver seu papel de líder. Que é bem diferente do papel de chefe!

6) O Sr. divide a vida de um empreendimento em cinco fases: fase pioneira, de diferenciação, de integração, e duas de transição. As empresas não podem pular passos. Como, então, as sugestões presentes no livro se aplicam a empresas na fase pioneira, ainda mais no Brasil, onde poucas empresas atingiram padrões internacionais?

A competência precisa estar presente na empresa em todas as fases da vida da empresa. Caso contrário a empresa quebra, vai à falência. Assim, o processo de buscar e aumentar a competência organizacional vale para todas as fases, e é claro precisa se adaptar às peculiaridades de cada etapa. É como a alimentação, necessária em todas as fases de nossa vida: mas a comida de um bebê é diferente de um jovem e por sua vez é diferente de um idoso. No Brasil, como em outras partes do mundo, vamos encontrar empresas em todos os estágios de desenvolvimento: reconheço que há muito trabalho a ser feito,  mas já temos no Brasil muitas empresas que atingiram padrões de excelência.

7) Muitos presidentes e diretores de empresas não conseguem analisar criticamente a realidade de suas organizações. A solução para a maioria das empresas é contratar uma consultoria externa?

Sempre que não existe o conhecimento interno à empresa, a contratação de consultores é uma solução eficaz, pois o consultor externo pode trazer à organização-cliente pontos de vista e soluções que dificilmente são visualizadas por quem está dentro do empreendimento. Quando estamos dentro de um sistema, ficamos como que “viciados”nos paradigmas vigentes e “cegos”para soluções novas. Este fenômeno é tanto mais intenso quanto mais vitoriosa for a empresa. O sucesso cega!

8) As empresas brasileiras estão se preparando para a concorrência global?

Com certeza, pois temos um quadro empresarial diversificado e moderno. O bom desempenho por exemplo no setor de exportação mostra nossa competência.

 

 

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