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COMO GARANTIR O SUCESSO DAS MUDANÇAS

Gustavo G. Boog

Ouvi há muito tempo que a única pessoa que gosta de mudança é um bebê com fraldas sujas. Nós vivemos uma época de profundas, rápidas e radicais mudanças e transformações. Quer gostemos, quer não gostemos, lidar bem com mudanças é essencial ao nosso sucesso e bem estar pessoal e profissional. Caso contrário, somos atropelados pelas mudanças. E quem é atropelado precisa correr atrás do prejuízo …

No ambiente empresarial a maior parte das mudanças de cultura fracassa: ou não dá certo ou só é parcialmente implantada. E a maior parte da causa deste fracasso se deve à pouca atenção aos aspectos emocionais das mudanças. Apesar de haver grandes diferenças nas pessoas na forma de reagirem às mudanças, elas tendem a preferir ficar na zona de conforto que o conhecido proporciona. O novo, o incerto, o desconhecido geram ansiedade, pois com certeza nos obrigarão a rever formas de pensar, de sentir e de agir. E disto as pessoas não gostam. E sempre fica a dúvida: como eu me sairei nestes novos desafios? será que eu darei conta do  recado?

Como gerenciar mudanças de forma mais eficaz?

Quando a “zona de conforto” começa a ficar desconfortável, como decorrência de uma crise, as pessoas mudarão se o grau de desconforto na situação atual for maior que o custo percebido de se ingressar na nova situação. Nas mudanças organizacionais deve haver uma mudança coletiva, que é obviamente muito mais complexa. Se as percepções individuais sobre os custos e benefícios da mudança são diferentes, vê-se o quanto é importante a comunicação para assegurar-se do sucesso deste processo.

Toda mudança tem três fases bem marcantes:
•    O velho morreu
•    Transição
•    Viva o novo

Na fase de “o velho morreu”, as soluções tradicionais que sempre funcionaram, não apresentam mais resultados. Mas nós tendemos a não querer ver isso. “O velho morreu” mas nós nos recusamos a enterrá-lo e a emitir o atestado de óbito. Nesta fase é comum buscarmos culpados para a falta de resultados das soluções tradicionais.

Após várias tentativas que não dão certo, ingressamos na fase da transição, que é uma etapa em que o discurso é novo, mas a prática ainda é a antiga, o que gera interpretações distorcidas e angústias devido a falta de coerência. O pensar – sentir – agir segue uma seqüência: o pensar já mudou, mas o sentir e agir demoram um pouco mais. Nesta fase é muito importante buscar-se a segurança internamente, pois externamente tudo está caótico.

Ao final desta fase, quando as forças inovadoras se sobrepõe às antigas, nós podemos dizer “viva o novo”: agora o discurso e a prática estão coerentes, os novos rumos estão claros e a mudança se estabiliza … até que um novo ciclo de mudanças se inicie.

Algumas “dicas” de como lidar com estes desafios:

•    Reconhecer que o emocional do processo é mais importante que o racional.
•    Mudanças “goela abaixo” geram resistências ativas e passivas, que se manifestarão mais tarde com força redobrada, sabotando o processo e conduzindo ao fracasso
•    Reconhecer que existe um tempo de assimilação às mudanças
•    Investir muito em comunicação: conversas, reuniões, e papos formais e informais são extremamente importantes.
•    Definir a visão do futuro, com o maior grau possível de envolvimento e comprometimento de todas as pessoas envolvidas
•    Mudanças geram ansiedade: abra um espaço para as pessoas desabafarem. Procure apoio profissional, se necessário
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